domingo, 13 de agosto de 2017

BOAS FÉRIAS, COM CULTURA

Continuo imaginando não ser cego; continuo comprando livros; continuo enchendo minha casa de livros. Há poucos dias fui presenteado com uma edição de 1966 da Enciclopédia Brokhaus. Senti sua presença em minha casa - eu a senti como uma espécie de felicidade. Ali estavam os vinte e tantos volumes com uma letra gótica que não posso ler, com mapas e gravuras que não posso ver. E, no entanto, o livro estava ali. Eu sentia como que uma gravitação amistosa partindo do livro. Penso que o livro é uma das possibilidades de felicidade de que dispomos, nós, os homens.
Jorge Luis Borges


ANABELA BORGES
DR
Chegando as férias e o lazer, chega também mais tempo para ler. É o que eu costumo dizer aos meus alunos. Eu digo-lhes: “leiam todos os dias um pouco; leiam antes de ir dormir; leiam sempre que possam, mas leiam sobretudo nas férias”.

Desde muito cedo, eu transmito o gosto pela leitura às minhas filhas, desde a sua estada buliçosa e inquietante no meu ventre, já que sempre tive o hábito de ler em voz alta. Hoje, elas lêem muito. A mais nova tem treze anos e disse-me: “Mãe, quero levar mil livros para ler na praia. Eu vou ler mesmo muito, quero melhorar o meu vocabulário”. E o meu orgulho de mãe sobe, sobe até às estelas, sempre sem parar. 

É claro que sobressai a hipérbole da questão, mas os meus desejos aspiram a que as minhas filhas aprendam mil ou mais palavras, de entre o emaranhado de letras sem fim que se solta dos livros que hão-de ler. E depois mais mil e outras mil ainda, ou mais.

Quando elas eram pequeninas, pediam frequentemente para ir à biblioteca. E eram horas arrastadas em tardes inteiras, sem ponteiros nem relógios, palavras apenas e conhecimento.   

Cada vez mais, as bibliotecas são vistas como espaços de conhecimento e não como depósitos de informação, pois não basta tê-la (a informação), é mesmo necessário aprender a transformá-la em conhecimento. Ter acesso aos serviços de uma biblioteca é um processo que se deve formalizar desde a mais tenra idade, por forma a cimentar a aprendizagem ao longo da vida.

É, por isso, importante que os utilizadores aprendam a usufruir de modo inteligente e rentável da informação disponível nas bibliotecas.

As bibliotecas, florestas de conhecimento, erguem-se como espaços sociais, locais onde convivem pessoas de diferentes graus académicos, diversas escolaridades, pertencentes a uma variada tipologia de profissionais, faixas etárias, níveis económicos e sociais. Assim, as bibliotecas são espaços privilegiados para os utilizadores tirarem o máximo partido num sentido construtivo, dando especial destaque ao desenvolvimento das literacias e à capacidade de aprendizagem ao longo da vida, como formas de adaptação às mudanças emergentes na sociedade atual.

Eu não consigo imaginar muitos espaços tão aprazíveis e enriquecedores como as bibliotecas. O Borges dizia que imaginava o paraíso como uma grande biblioteca. Eu também. Quando entro numa biblioteca, sinto as brisas e aragens dos enredos que as compõem. Parece que vêm a mim gerações de gentes que por lá passaram, juntamente com as múltiplas ficções e o conhecimento acumulado nas estantes e nos arquivos. 

Assim foi, por exemplo, no fim-de-semana passado quando visitei a Biblioteca Joanina, na Universidade de Coimbra.

Eu também já pus de parte os livros que quero ler na praia. É um lote grande, para juntar às mil, mais mil, mais mil palavras das minhas filhas. Levamos uma mala de livros para as férias, vidas inteiras em palavras, conhecimento em construção.

É essa fé que eu tenho: que, mesmo que seja lentamente, mesmo que seja palavra a palavra, se vá fortalecendo o conhecimento e não apenas nos limitemos a acumular informação. E talvez assim, por meio das florestas de livros, por meio de palavras, dos seus gritos e das lições de silêncio que podemos retirar delas, estejamos a assistir a uma gradual mudança de mentalidade da sociedade em geral. É preciso acreditar.


Boas férias e boas leituras!

NADA É POR ACASO

CARLA SOUSA
Por vezes andamos tão imbuídos no ritmo intenso da vida: trabalhar, ter sucesso, competir, pagar as contas, lidar com os outros, cuidar dos outros, e, por fim, cuidar de nós.

Nem sempre conseguimos sentir prazer ou felicidade. Vive-se mais o sob o pensamento do “tem de ser”, “tem de ser feito” e, nem sempre conseguimos fazer o que gostamos ou tirar prazer do que fazemos.

De vez em quando é importante reavaliar o que estamos a fazer com a nossa vida. Entramos demasiadas vezes no modo “piloto automático” e acabamos por deixar de dar valor ao que temos. Lutamos muito para ter isto ou aquilo e, depois pouco ou nada valorizamos. Falo de bens materiais e não só, pois isto também se aplica às relações.

De repente, vemo-nos com consequências ou com situações que não estamos à espera e ouvimos a expressão “nada acontece por acaso”. Esta expressão popular existe desde que nascemos e, já com toda a certeza a reproduzimos para servir de consolo a uma nossa amiga, para opinar sobre um acontecimento ou até para nos acalmarmos.

No entanto, realmente “nada acontece por acaso”, e isto não é pelo destino mas sim pelo que somos capazes de construir. Por vezes é preciso “destruir” para depois podermos construir algo melhor e mais gratificante. “Destruir”, em sentido metafórico, é a capacidade de dizer que não, valorizar o que temos, saber o que queremos e, sobretudo, a capacidade de mudar e melhorar.

Não basta ficar num canto a desejar, sonhar ou a dizer mal da vida e, depois, no dia seguinte e, assim sucessivamente tudo continuar na mesma. Lute pelo que quer, afaste o que lhe faz mal e o faz-de-conta. Seja feliz.

Viver a vida como se fosse um castelo de cartas pode ser stressante, frustrante e angustiante. Vale a pena?!

MUDAM-SE OS TEMPOS

LÚCIA LOURENÇO GONÇALVES
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”… diz o ditado e com razão.

Há uns dias, ao “passear-me” por uns álbuns antigos dei por mim a recordar tempos idos… A dada altura deparei-me com uma foto na qual, acompanhada de uma amiga e após termos perdido um comboio, esperávamos calmamente pelo comboio seguinte, sem qualquer vestígio de aborrecimento nos rostos sorridentes. Claro, estar na casa dos vinte anos e sem obrigações familiares também ajudou, mas não só! Pelas nossas expressões devemos ter aproveitado para colocar “a conversa em dia”… A chegada a Resende? Essa deu-se um pouco mais tarde, apenas. Claro que poderíamos ter ido a uma cabine telefónica e avisado os meus pais, mas não havia esse hábito, o tempo e os passos dados não eram controlados a todo o instante. Vivia-se o momento, convivia-se, eramos gente a conviver com gente. Pessoas com alma… Pessoas, simplesmente!

À medida que se avançou e alargou horizontes, por exemplo com o avanço das redes móveis de comunicação, perdeu-se em espontaneidade, quase me atrevo a dizer, nalguns aspetos em qualidade de vida. Hoje há quem fique em estado de ansiedade se ficar incontactável, transformando a vida num controlo descontrolado.

Claro que também aderi às novas tecnologias, tornou-se quase obrigatório, mas não vivo “escrava” delas. Muitas vezes dou por mim na rua tendo deixado o telemóvel em casa. A única preocupação? As horas! Perdi o hábito de usar relógio, logo preciso do telemóvel para me orientar no tempo cronológico, não para estar constantemente contactável!

Com os meus filhos passou-se o mesmo, por decisão familiar, tiverem o seu primeiro telemóvel quando passaram a frequentar o 5º ano e porque deixaram de frequentar o CATL e passaram a ir para casa após as aulas. Tinham dez anos! Mas foram instruídos a ligarem apenas em caso de urgência e, como é evidente, um caso urgente é algo que sai dos padrões ou planos estabelecidos por cada família, afinal a ideia não foi controlar os seus passos.

E os assuntos do dia continuaram a ser conversados há hora do jantar, transformando este momento do dia num encontro de experiências… Contudo, entendo que cada família, cada pessoa, organize a sua vida da forma que mais lhe convém e melhor se adapte às suas necessidades. Eu prefiro que os meus filhos sintam a liberdade de não precisar dar-me conta de todos os passos no momento que estão a acontecer. Prefiro ouvir as suas aventuras, ou desventuras, olhando bem nos seus rostinhos. É bem mais interessante e pessoal!

AZEDUME

MIGUEL GOMES
As tardes de Verão tiveram quase sempre, no meu imaginário, três ou quatro bandas sonoras, monótonas, taciturnas e muito pouco animadoras. Hoje não é excepção. A sirene dos bombeiros lamenta-se arrastadamente, fecho os estores e imagino que seja noite, com a sua longa túnica pontilhada aqui e ali com tremeluzentes pontos, longos, inimagináveis distâncias de tempos em que eu, deduzo, fosse um outro qualquer aglomerado de átomos, uma abundância relativa noutras percentagens, um isótopo ou apenas e só o pontilhado feliz e errante dos electrões que surgem e desaparecem nos diferentes níveis de energia. Ouço os carros zunirem, alternamente, novamente, a sirene dos bombeiros brame na quente tarde enquanto alguém se queixa do barulho,

- há quem tenha crianças para dormir

Sacudo a cabeça, antes fosse noite e todas as vozes que não chegam ao céu se calassem por momentos, se cingissem ao gutural arrastado de um ronco que sai da cavernosa reentrância para o vazio, que é a boca de quem protesta.

- não se pode com este cheiro a fumo nas casas

Ouço por entre o barulho do longo tapete castanho com riscas cor-de-laranja, ondulando ao sabor da jugular força de braços, a maré de pó que se esbate na praia das janelas dos pisos inferiores. Não, não se pode com o fumo. Acredito que o lamentar se deva ao cheiro que se incrusta nas narinas e não, nem por um momento, pelas assustadas aves afugentadas pelo fumo, os coelhos e lebres, os raros esquilos, os inusitados texugos que não acreditam ter visto, as fogueadas raposas e toda a bicharada alada, corredora ou rastejante, fugindo para proteger o pelo, a pele, a quitina.

- esta nortada, dá cabo da praia e das férias, que nojo

E claro, o enjoado opinar dever-se-á, tampouco, pela necessidade de dobrar o guarda-sol, escarrar e abafar duas ou três beatas na areia acompanhadas pela garrafa de cerveja, deixar para trás o pau do gelado ou o brinquedo que saiu no HappyMeal. Nunca seria preocupação pelo alimentar das labaredas que continuam sem dar descanso a centenas de homens e mulheres, enfarruscados, com o cansaço a gotejar nas faces.

- às tantas são eles que chegam o lume para ganhar uns trocos

E nada me surpreende mais depois disto. Rio num esgar de escárnio e divirto-me a imaginar os seus próprios umbigos como um sepulcral buraco negro para onde escorre toda a estupidez que exala dos pensamentos em forma de opiniões.

- não se pode com o que escreves

E nada mais do que fazendo a vontade a quem se habitua a ser parede, continuo a azedar-me e fico-me por aqui. Um dia deslevedo-me, volto a ser cereal e daí ao suor da mão de um agricultor bastará um fino cordão de prata para voltar ao local de onde não deveria ter saído.

sábado, 12 de agosto de 2017

COMO PLANEAR AS FÉRIAS DO SEU PATUDO

SUSANA FERREIRA
Em tempo de férias é importante relembrar que as férias dos patudos também devem ser programadas com antecedência caso não haja hipótese de acompanharem os donos. Existem já diversos hotéis caninos e felinos, para vários preços e com serviços variados, que na altura do verão se encontram lotados. Existem também serviços de Pet-sitting e cuidados ao domicílio, mas com menos oferta. E para alguns sortudos um familiar, amigo ou vizinho prestável que vai cuidar do patudo a casa. Existem já várias possibilidades portanto já não tem desculpa para abandonar o seu animal, até porque quando o adquiriu assumiu um compromisso, que infelizmente para muitas pessoas se quebra rapidamente, refletindo-se no elevado abandono nesta época do ano.

Para deixar o seu animal num hotel é necessário ter o plano vacinal completo bem como a vacina da tosse do canil, desparasitação interna e externa em dia. Deve levar a ração que o animal está habituado e os brinquedos dele, bem como a manta ou caminha para que sinta menos ansiedade por separação. No caso dos gatos o ideal é ficarem na sua casa e ser feito serviço de pet-sitting (quer por familiares, amigos, vizinhos ou mesmo profissionais).

No caso de levar o seu animal de estimação consigo para as férias, existem questões legais no transporte de animais em automóveis, que devem ter em conta. Transporte de animais nos assentos do automóvel apenas permitido com trela/peitoral de segurança ou em transportadoras próprias, nunca soltos dentro do veículo. Transporte de animais na mala do veículo apenas permitida em veículos que possuam a rede de proteção na mala. Se o animal nausear ou detestar andar de carro existem medidas preventivas que o seu Médico Veterinário lhe poderá prescrever, informe-se antes de viajar. É muito importante levar ração suficiente para as férias, pois pode não encontrar a ração habitual no sitio de destino e provocar alterações gastrointestinais graves no animal. Realizar a desparasitação interna e externa de acordo com a região de destino, pois os parasitas endémicos variam de região para região, de acordo com o clima. Caso o seu animal tenha alguma patologia crónica não esquecer de levar medicação suficiente e ter sempre à mão o contacto do seu Médico Veterinário habitual que poderá aconselha-lo ou mesmo indicar um colega da região caso seja necessário.

Muita atenção às horas de maior calor, o pavimento apresenta temperaturas elevadissimas, pelo que se andar sobre estas superfícies com o seu animal ele irá queimar as almofadinhas plantares. Passear apenas de manhã, final do dia ou noite. Muito importante disponibilizar água fresca ao seu animal durante todo o dia.

Aqui ficam algumas dicas para quem ainda vai de férias e mais uma vez faço um apelo não se esqueçam que eles fazem parte da família e eles nunca nos abandonariam. Abandono é crime e pode ser punido, antes de o fazer veja outras alternativas. 

NO ARCO DA PONTE

A. PATRÍCIO
O Tâmega é...

O nevoeiro cobria o rio mas, nem por isso, lhe subtraía a beleza. Quer queiramos quer não, a beleza natural, seja do que for, é perene, inigualável e, por mais que o tempo passe e sobre ela exerça a sua influência não a macula, muito pelo contrário, acrescenta-lhe magia, dá-lhe autenticidade.

A beleza deste rio é poema de rima incerta, onde o autor, com palavras sopiadas por Deus descreve, sujeito aos condicionalismos humanos, o melhor que sabe e sente – amor, paixão, romance, sentimento, carácter – sem nunca questionar a sua origem e o seu ocaso.

À imagem de Deus, não há palavras para o definir e caracterizar. O rio Tâmega é e, se a recordação nos leva a sentir saudade não é propriamente do rio ou da sua beleza – o rio é futuro – mas sim, dos momentos passados na sua companhia, sempre diferentes, usufruindo da sombra das suas árvores, da paz do seu silêncio, da frescura dos seus relvados, da harmonia dos cantares trinados dos rouxinóis ou do coaxar das suas rãs; da calmaria das suas margens e da elegância das suas guigas no sulcar amancebado das águas.

DR FILIPE SOARES
Meu rio, quão me fazes feliz e quão me sinto perdido quando não te vejo ou sinto a tua presença, levado pela azáfama de uma vida cheia e, por vezes, incompreendida pelo vulgar sentimento e dificuldade de discernimento de uns tantos acolchoados de fátuas ânsias, cegos por promessas efémeras e surdos pelo burburinho da cidade...

Meu rio, conselheiro sábio e despojado de interesses, como te fito abandonado e votado ao esquecimento; como te vejo ansioso quando és vilipendiado por gente sem escrúpulos; como te oiço gritando por ajuda e como sofro, com ranger de dentes, por não ter poderes para te socorrer; como te sinto lutador, quase exangue, em tempos de Estio, a respirar com dificuldade; como és sofredor quando, sem qualquer pejo, te tornas sepultura dos teus nados. 

As tuas águas, ora calmas e remansosas, ora turbulentas e agrestes guardam histórias e estórias de valor e de valores, sem que alguém as saiba ou queira guardar ou resguardar para um tempo e de um tempo de preservação da memória.

Os teus açudes respingam lágrimas de épocas em que guiavam as águas para fazer pão e sujeitavam rodas e mós a uma cadência que dava indolência e ajudava a embalar cestos e canastras onde, em sono angelical, repousavam os filhos daqueles que sabiam os teus segredos.

DR SÓNIA BASTOS

A aragem, como uma meiguice, faz borbulhar a tua face e, num murmúrio quase imperceptível, troca contigo juras de amor copiadas pelos pares de namorados que, todos os dias, palmilham as tuas margens, bebem a tua paz e descansam à sombra dos amieiros e salgueiros. 

A névoa continua sobre o rio e, neste espírito, guardo as ideias e os conselhos que o silêncio partilha e só aqueles nados nas tuas margens entendem e gratuitamente partilham.

O Tâmega é ontem, hoje e amanhã e, como tudo que é eterno, é passado, presente e futuro. É intemporal e único e a saudade, que se evapora das suas águas, é a responsável por toda esta neblina incapaz de o ofuscar por serem eflúvios da sua beleza.

Amemos o rio como parte integrante do nosso corpo pois, só assim, seremos capazes de o respeitar e honrar e, como cidadãos livres, merecedores dos seus pergaminhos. 


(Por opção, o autor escreve de acordo com a antiga ortografia) 
Publicado em “ O Jornal de Amarante” em 28/Março/2013

COMO MELHORAR A PERFORMANCE DO ATLETA

ANTONIETA DIAS
A dieta do atleta deve ser equilibrada, permite otimizar o desempenho.

Algumas recomendações são necessárias para evitar erros alimentares.

As refeições devem ser realizadas cerca de 3 a 4 horas antes da prática desportiva para permitirem a digestão dos alimentos sem que os atletas fiquem com a sensação de distensão gástrica e para impedirem o desconforto de um rendimento desadequado provocado pelas perturbações alimentares.

As refeições devem ser facilmente digeríveis, ricas em carbohidratos e com pouca quantidade de proteínas e gorduras.

Todo o atleta deve ingerir no mínimo 2 litros de líquidos.

Recomenda-se a ingestão de 500 ml de líquidos duas horas antes dos exercícios, trinta minutos antes ingerir entre 250 a 500 ml e 250 ml durante a atividade desportiva.

Se estiver num ambiente de calor e se o seu desempenho exigir muito esforço, obrigará a fazer suplementos complementares para minimizar as perdas de água resultantes da libertação de água pelo suor.

Sempre que um atleta pratica modalidades que exijam fazer exercícios de alta intensidade devem enriquecer a dieta com carbo-hidratos na proporção de 5 a 10%.

Excluem-se as bebidas com frutose por serem indigestas

Chá, bebidas gaseificadas, café ou sumos de frutas estão contraindicados durante a atividade física.

Uma alimentação rica em carne, peixe, ovos, contem ácido aspártico, que ajuda a adquirir massa muscular.

Os usos de suplementos alimentares só são necessários se a alimentação não for rica e variada.

Se as refeições dos atletas tiverem todos os ingredientes de uma alimentação diversificada os suplementos são dispensáveis.

Importa contudo referir que se o gasto energético for intenso recomendam-se alguns suplementos que não devem ser confundidos com substâncias anabolizantes e devem ser sempre selecionados por um especialista em nutrição ou por um médico especialista em medicina desportiva.

As doses recomendadas implicam o conhecimento científico dos gastos energéticos adaptados à individualidade (sexo, faixa etária, carga de treino, numero de horas) de cada atleta e modalidade praticada.

Estes critérios têm que ser respeitados para se adequarem de forma equilibrada

Se os suplementos forem ingeridos em excesso podem provocar malefícios na saúde do atleta.

O rigor da sua utilização implica conhecimento.

Em caso algum os suplementos substituem as refeições adequadas e devem sempre acompanhar as refeições principais.

Quais as roupas mais convenientes param os atletas.

Não existem modelos exclusivos, é necessário adotar o vestuário ao ambiente, respeitando a temperatura do recinto onde se encontra, usando acessórios quando se justificarem.

Naturalmente que os tecidos param o fabrico do vestuário terão de ser feitas com tecidos que permitam o conforto e garantam proteção.

Ao falamos de desporto implica falar de alongamentos, por vezes esquecidos, mas são fundamentais para manter a flexibilidade do corpo, os quais devem ser executados antes e depois das atividades desenvolvidas, tendo em conta que aumentam a maleabilidade, beneficiam a coordenação motora, permitem o relaxamento, ativam a circulação, diminuem as tensões musculares, proporcionam o aquecimentos corporal, aumentam a capacidades nas atividades mais desgastantes.

Os alongamentos também exigem técnica na sua execução deve ser regulares, realizados lentamente e sem tensão muscular.

Os alongamentos pós – exercício devem ser mais prolongados no tempo que os que se fazem antes de iniciar a atividade desportiva.

Quantas horas são que os atletas necessitam de descansar por dia para manter a forma física, para melhorar a performance e para obter um maio rendimento desportivo.

Cada atleta deverá dormir entre 9 a doze horas por noite, para poder repor a energia gasta.

Os atletas que não cumprem estas recomendações tem mais lesões, que vão desde as fraturas de stress às fasciites sobretudo a plantar que é a que provoca mais dores no calcanhar.

O descanso adequado permite fazer a recuperação mental, neurológica e fisiológica aumentando a capacidade de desempenho, o vigor e a energia necessárias para a obtenção e recuperação da força e da massa muscular, sem os quais não se obtém o sucesso desportivo.

Em suma, praticar desporto é uma arte que só terá sucesso se for acompanhada pela técnica, tatica e ciência.



O fenómeno desportivo envolve atletas, treinadores, agentes desportivos, família, adeptos e profissionais especializados no acompanhamento e na orientação desportiva.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

APROVEITAR O VERÃO AO MÁXIMO

DIANA PEIXOTO
Praia pode também significar alimentação saudável se optarmos por alternativas frescas e nutritivas. Deixo-lhe algumas sugestões para aproveitar da melhor forma este verão:

▫️ Fruta – incluir qualquer tipo de fruta, mas idealmente aquelas com teor de água mais elevado, como a melancia, a meloa, o abacaxi, os morangos ou os pêssegos;
▫️ Legumes crus – palitos de cenoura ou pepino são uma opção excelente por serem alimentos nutritivos, com baixo valor energético e uma boa fonte de hidratação (podem acrescentar algo a estes alimentos, como húmus por exemplo);
▫️ Frutos secos – entre nozes, avelãs, castanhas do brasil, caju ou amêndoas, procure variar sem exagerar na quantidade;
▫️ Saladas em Frascos – variar, por exemplo, entre saladas ricas em hortícolas, que podem ainda incluir outros alimentos, como fruta, leguminosas, atum ou frutos secos;
▫️ Chips de maçã/pêra/batata doce – Se faz parte daquele grupo de pessoas que costumava comer batatas fritas e sente vontade em comer um snack salgado, nada melhor do que estas deliciosas chips de batata-doce; se por outro lado costuma comer bolachas doces, opte pelos chips de fruta.