quarta-feira, 21 de junho de 2017

CORRER COM SOL E CALOR? SIM OU NÃO?

ELISABETE RIBEIRO
Agora que o bom tempo está a chegar, as pessoas começam a ter mais predisposição para sair de casa e começar a correr.

Deveriam correr todo o ano, mas o calor motiva mais a praticar desporto que o frio.
Obviamente que é preciso ter alguns cuidados quando se corre com calor. Seguem-se algumas sugestões para o calor não se transforme num dos seus piores inimigos!

Protetor solar
Quando correr com sol e calor é fundamental que use um protetor solar adequado. Mesmo em dias nublados em que não vê o sol. O sol melhora a visão, sintetiza a vitamina D, mata agentes patogénicos entre muitas outras coisas, mas se não proteger a sua pele, este pode-lhe ser nocivo.
Curiosamente, a água, a areia e a neve refletem os raios solares contribuindo para as queimaduras solares.

Quando se deve colocar o protetor solar?
Por norma, o aconselhado é colocar o protetor sempre 20 a 30 minutos antes do treino, mas com as novas fórmulas de rápida absorção da pele pode colocar apenas 10 minutos antes do treino.
Pode e deve colocar protetor a cada 2 horas de exercício. Se for treinar com muito calor irá, naturalmente, transpirar mais que o normal e, por consequência, também irá limpar o suor mais vezes.
Ao limpar o suor também está a limpar o protetor, logo é aconselhável que coloque protetor várias vezes durante o treino. Pode parecer exagerado mas acredite que a sua pele agradece!
Coloque o protetor em todas as partes do corpo que não estejam cobertas com roupa.

Proteja a cabeça
É fundamental que proteja a sua cabeça quando treina com muito calor.
Use um boné para proteger o couro cabeludo das queimaduras solares.
Hoje em dia as grandes marcas de vestuário desportivo já fabricam bonés com materiais muito bons e próprios para arrefecimento.

Tenha cuidado com o suor
Atualmente os protetores solares já têm fórmulas resistentes ao suor, mas por muito bons que sejam quando se transpira muito não há protetor que resista e como tal estes misturam-se com o suor escorrendo para os olhos!
Quando colocar o protetor e sentir suor na zona dos olhos limpe-os imediatamente, se o suor misturado com o protetor entrar para os seus olhos a sensação de ardor é desagradável!

Use creme hidratante
Depois do treino é fundamental que coloque um creme hidratante no corpo após o banho. Os cremes hidratantes são ótimos para revitalizar a pele.

Hidratação é fundamental
O seu corpo quando começa a aquecer, a forma natural que tem para se refrescar é expulsar o calor sob a forma de suor, logo você começa a perder líquidos e é imperativo que os reponha.
Leve sempre líquidos para os treinos para se refrescar, mas beba apenas quando o seu corpo “pedir” e não esteja constantemente a beber mesmo que não tenha sede.

Utilize roupa de treino confortável 
Com o calor é normal que se corra com pouca roupa, sendo isso o mais aconselhável!
Mas ainda existe o mito que quanto mais se transpira mais se emagrece. Muitos corredores casuais, mesmo durante o verão, correm carregados de roupa para esse efeito. Isso é completamente errado!
Quanto mais quente o seu corpo tiver mais necessidade irá ter de se refrescar. Seja consciente e use pouca roupa.

Escolha a melhor hora para treinar com calor
Para se treinar com sol e calor obviamente que as melhores horas do dia é logo pela manhã ou ao fim da tarde.
Mas se não conseguir treinar nestas horas e tiver mesmo que optar pelo pico do calor, tenha em atenção a dica do protetor solar e da hidratação bem presente na sua mente. Vão ajudá-lo de uma forma preciosa!
Escolha bem o local de treino
Se tiver oportunidade de escolher o local de treino, o mais aconselhável é treinar em parques da cidade ou em zonas arborizadas.
São mais frescos e pode, nas pausas, proteger-se do sol à sombra de uma árvore.
Se correr em estrada o calor é muito mais intenso e com os vapores dos escapes dos carros este torna-se de tal forma insuportável que será mesmo obrigado a parar. Evite estes locais.
Com certeza que muitas destas dicas você já as sabe, nas será que as aplica?

Tenha em mente que a prevenção é sempre o melhor remédio, siga estes conselhos e tire o melhor partido dos treinos de verão!

VERÃO E ÁGUA...

MARIA AMORIM
Falar de idoso neste tempo de verão poderá parecer um tema sem graça e sem interesse. Verão rima com juventude, corpos perfeitos ao sol, pele luzidia de saúde e beleza, bronzeada pelo sol...

Mas verão também rima com desidratação, e desidratação pode ser fatal para os idosos, que se esquecem de beber, e, a quem nos esquecemos de oferecer água, ou alternativas que lha possam oferecer. A água é vital para todos os processos do metabolismo corporal, sendo o solvente necessário para que todos os nutrientes desempenhem as suas funções e agindo quer como suporte quer como interveniente ativo nas reações químicas necessárias para o equilíbrio interno do nosso organismo. 

A água é o elemento nutritivo mais importante, e a sede o mecanismo através do qual o corpo regula a sua necessidade de água, que no adulto ronda os três litros, para compensar as perdas ( que, no verão estão aumentadas) e manter o equilíbrio electrolítico dos idosos. 

Se um idoso não bebe, facilmente desidrata, e, como muitas vezes são pessoas com algumas patologias associadas a idade, facilmente esse equilíbrio se rompe, pelo que é importante ter presente que um idoso raramente tem sede, estando particularmente atento ao seu estado geral, o aspeto da pele, das mucosas, oferecer água frequentemente, e, se não gosta de água, podem ser infusões, refrescos ( sem açúcar), ou até gelatinas fresquinhas, que são uma excelente alternativa para quem não aprecia água. 

Vamos fazer do verão uma época para todos e não constituir um risco para a saúde dos nossos idosos em casa, só porque nós esquecemos que, mesmo que eles não tenham sede, PRECISAM MAIS DE ÁGUA DO QUE DE PÃO...

terça-feira, 20 de junho de 2017

BOMBEIROS,

CÁTIA GONÇALVES
Esses grandes HOMENS e MULHERES que arriscam a sua vida em prol dos outros; esses que tudo fazem pelo bem-estar de toda a população, tanto em termos de emergência médica, como em termos de Incêndios Urbanos e Florestais. Essas grandes pessoas que tudo fazem e nada recebem em troca, mas que se contentam sempre com um simples sorriso por parte de quem ajudam. Essas grandes pessoas, que só são lembradas com frequência e dada importância quando chega a altura dos Incêndios Florestais, e das grandes catástrofes. 

Bombeiros, aqueles que muitas vezes com medo avançam sem olhar para trás, sem pensar duas vezes quando o que é necessário, é salvar casas, pessoas, animais, carros…, esses a quem o Sr. Secretario chama de amadores. Amadores esses que se for necessário passam dias e noites a fio sem dormir, e a combater as chamas para salvar todos aqueles que precisam; “Amadores” esses que passam horas e horas em formações para puderem prestar o melhor socorro possível à população. São esses “Amadores” que neste momento se encontram a combater as chamas. 

1,87€/hora é muito dinheiro para os bombeiros andarem a combater as chamas, afirmam alguns. Não estou aqui para discutir se é muito ou pouco, o que está aqui em questão, não é o facto de os bombeiros serem pagos, porque muitas das vezes, alguns dos que combatem as chamas não recebem, por exemplo, nesta época, só existe uma equipa de ECIN por quartel, e neste caso, só esses elementos (5pessoas) são remunerados (se é que podemos dizer remunerados, mas dilemas à parte), se houver um incêndio grande que sejam necessários mais homens, esses restantes não recebem dinheiro nenhum, e vão com todo o fulgor que lhes é próprio, quando são chamados à sua missão – SALVAR. O que está aqui em questão é o facto de que esses homens não se importam se são pagos ou não, o que se importam é de ter reconhecimento pela sua profissão, sim, ser Bombeiro Voluntário podemos considera-lo como uma profissão, o que importa é serem reconhecidos o ano inteiro e não só na época de incêndios. 

E agora questiono eu, será que essas pessoas que dizem que 1,87€/hora é muito, seriam vocês capazes de deixar o conforto dos sofás, das cadeiras, o sossego das vossas casas, deixar a vossa família, para voluntariamente irem combater as chamas?! Seriam vocês capazes de deixar de ir a aniversário os pais, filhos, sobrinhos, afilhados, para simplesmente ajudarem uma pessoa que seja?! Seriam vocês capazes de trocar as vossas camas para passar uma noite a socorrer a população e receberem somente um sorriso e ficarem felizes por terem conseguido salvar alguém?! Não me refiro somente aos incêndios, refiro-me a todos os serviços que os bombeiros fazem, transporte de doentes, emergência, incêndios, acidentes… seriam vocês capazes?! Deixariam a vossa família para ir ajudar quem não conhecem de lado nenhum? Seriam capazes de após passar horas seguidas num incêndio, sem conseguirem com o sucesso que querem, salvar casas, terrenos, pessoas, voltar à vossa vida normal? Seriam capazes de após verem a morte a vossa frente, e terem a coragem, sim Coragem, para continuar a socorrer os outros?!

Os bombeiros não são heróis, são PESSOAS EXTREMAMENTE CORAJOSAS e BONDOSAS que deixam de lado tudo o resto, para servir Portugal. São HOMENS e MULHERES que muitas vezes veem a morte diante dos olhos e no mesmo dia, ou no dia seguinte regressam a casa e seguem o rumo normal das suas vidas. São pessoas que deixam os seus, para socorrer os outros.

Seriam vocês capazes?! Sim, vocês que criticam, que muitas vezes não valorizam, que muitas vezes só pensam em vocês mesmos, vocês que dormem sossegados sem se preocuparem…

Os bombeiros não querem que vocês os olhem como heróis, querem que vocês os olhos com o respeito e dignidade que merecem pelo seu trabalho.

A todos, aos que valorizam os BOMBEIROS todo o ano, àqueles que valorizam os BOMBEIROS só na época florestal, àqueles que só sabem criticar, deixo-vos esta reflexão, e o HINO que descreve resumidamente aquilo que acabo de escrever.

“De machados erguidos ao alto,

Arma branca da paz renascida,

O Bombeiros é o guerreiro da esperança, 

Que luta e avança,

Como anjo da vida.

Onde há dor, sofrimento ou desgraça,

Há um Homem, há uma melhor sem nome,

É o Bombeiro que rompe, que salva e que passa,

Sem cor mas com raça – sem sono e sem fome.

De machados erguidos ao alto,

Arma branca da paz renascida,

O Bombeiros é o guerreiro da esperança, 

Que luta e avança,

Como anjo da vida.” (Hino Bombeiros)

O TURISMO EM PORTUGAL – A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO

RUI CANOSSA
De acordo com o INE, no 1.º trimestre de 2017, as atividades ligadas ao Turismo empregam 294 mil indivíduos, mais 40 mil do que no período homólogo de 2016 (+15,6%) Ø A população empregada nos setores do Alojamento e da Restauração e Similares representa 6,3% do total da Economia, no 1.º trimestre de 2017, (5,6% no 1.º trimestre de 2016) Ø Em Portugal, 51% da população empregada pertence ao sexo masculino, enquanto que, nas atividades ligadas ao Turismo 57% das pessoas são mulheres Ø 95% da população empregada no setor do Alojamento trabalha por conta de outrem, enquanto que na restauração e similares esta percentagem desce para 71% Ø 96% da população empregada no setor do Alojamento trabalha a tempo completo, enquanto que na restauração e similares esta representação desce para 85% Ø 45% da população empregada no Alojamento tem o ensino básico (até ao 9.º ano). Essa quota aumenta para 65% quando nos referimos à Restauração e Similares Ø 22% dos empregados no setor do Alojamento tem habilitação superior Ø 42% dos empregados no setor do Turismo tem 45 e mais anos. 

Estas estatísticas permitem refletir sobre a importância, não só do Turismo na nossa Economia nacional mas também da cada vez maior importância de se apostar na educação no setor. De facto, podemos assistir a duas realidades, 45% da população empregada no Alojamento tem o ensino básico (até ao 9.º ano). Essa quota aumenta para 65% quando nos referimos à Restauração e Similares, ou seja, baixas qualificações académicas. Mas, 22% dos empregados têm já habilitação superior. Ora se Portugal quer apostar no turismo tem de se posicionar na qualidade elevada e isso implica maior aposta na produtividade da mão-de-obra, que é como quem diz na formação superior. 

Mas e no meio? No meio temos os cursos de planos próprios como o Curso de Turismo Cultural e Recreativo ministrado no Colégio de S. Gonçalo em Amarante. A aposta em quadros intermédio vem facilitar a empregabilidade de um cada vez maior número de jovens com dupla certificação, um diploma escolar e profissional de nível 4 de acordo com o Quadro de Nacional de Qualificações. Posteriormente, os jovens podem ingressar no Ensino Superior para aumentar a percentagem de profissionais com Curso Superior, mas os outros já não têm o nível de 9º ano e ao mesmo tempo injetar sangue novo num setor onde predominam os mais de 45 anos.

A Estada média em Portugal é de 3,3 noites para o mercado externo e de 1,6 noites para os residentes (-0,1 noites em ambos os casos, face ao 1.º trimestre de 2016); Ø Lisboa ocupa o 1.º lugar no ranking do país em termos de dormidas, com 2,7 milhões (+13% face ao período homólogo de 2016); Ø TOP 5 com 3,8 milhões de dormidas (+3% face a 2016) representa 60% dos estrangeiros. Neste grupo, Espanha foi o único mercado a registar decréscimo (-22%), decorrente do facto de, em 2016, a Páscoa ter sido em março e, em 2017, em abril. Ø Os Proveitos atingem 448,9 milhões € que se traduzem num aumento homólogo de 14%; Ø Receitas turísticas ascendem a 2,2 mil milhões € (+12%). Destaque para aumentos do Brasil (+61%), EUA (+37%), Holanda (+14%) e França (+13%); Ø Taxa de ocupação - quarto atinge 49,9% (+3 p.p.) e cama 35,4% (+0,5 p.p.)

Finalmente, uma palavra para as remunerações. Um guia turístico com qualificação superior pode ganhar 150€ à hora! Dá que pensar não dá? 

O Turismo é uma paixão minha, muito antiga, não só como cidadão, mas também como economista e professor. Se há setor em Portugal no qual acredito que poderá ser a grande alavanca do crescimento económico é precisamente, o Turismo. Oxalá, o espírito empreendedor dos portuguese em cooperação possam arranjar formas cada vez mais eficazes para dinamizar a nossa riqueza cultural e natural e que essa possa constituir um fator de união, de crescimento, mas sobretudo de desenvolvimento para todos.

O FOGO QUE NOS DEVASTA

ELISABETE SALRETA
Como não podia deixar de ser, vim expressar o que sinto nestes dias de agonia.

Quem me segue, sabe que defendo sempre os animais, crianças e as mulheres vítimas. Hoje, não vai ser diferente

Passando pelos textos em que as histórias são contadas na primeira pessoa, tendo sempre a negritude como companheira, saltam-me à vista os apontamentos de coragem para os que nada têm além de si próprios. Muitas famílias ficaram sem os seus haveres, muitos perderam até a vida. Mas muitos, mesmo em desespero, conseguiram ter a humildade de pensar em outras vidas. No vizinho que ajudaram deixando as desavenças para mais tarde e nos animais. Seus, e do vizinho. Lamentam-se as vidas humanas perdidas. Eu lamento todas as vidas. Principalmente as vidas que nunca vão pertencer a uma contagem ou estatística, porque ninguém a faz. Lembro-me daquela senhora que acolheu um borrachinho de pombo selvagem e que ao perguntar nas redes sociais como melhor o havia de tratar, logo alguém se insurgiu com possíveis ilegalidades e outras respostas sem qualquer cabimento. Do que interessam as ilegalidades quando se trata de salvar uma vida? Não valerá tão mais a pena ficar com a doce lembrança do dever cumprido por ter servido da forma mais generosa do que o salvar de uma vida. O resto, o resto trata-se no dia seguinte.

Lembro-me do vizinho que soltou as vacas que estavam presas e no final, foram os únicos animais que se salvaram. E leva-nos a pensar na agonia dos que por egoísmo e incúria não tiveram a sorte de serem soltos e pereceram dramaticamente. Lembro-me do cão cuja família humana não resistiu, mas ele sim, embora estivesse com uma coleira ao pescoço, cumprindo uma pena que não é sua. Mais um egoísmo humano.

Lembro-me de todos os animais das florestas que tiveram um fim horrendo e que continuam pelas terras fora, queimadas, estéreis de vida, agonizando, sem que ninguém lhes valha.

Sim, existem clinicas veterinárias que abriram as suas portas para cuidar das vítimas não humanas. Mas claro, aparecerão por lá gatos, cães e talvez um ou outro coelho de estimação. E os outros? Aqueles de quem ninguém fala, que ninguém procura e que não têm voz?

Caminheiros, associações ambientais, unam-se e procurem-nos. Afinal, ninguém mais o fará.

Quero ver os vossos feitos nas redes sociais. Desafio-os.

Encham as notícias de histórias com valor, porque de tristeza, já tivemos o final de semana.

Estes atos de coragem devem ser enaltecidos como são tantos outros. Estes verdadeiros heróis dão de si para salvar vidas que não contam. Mas contam para quem tem coração e está num outro nível de evolução.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

ASPETOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO/ ATIVIDADE FÍSICA


Existindo a espécie animal,
existe movimento, portanto, atividade física,
que pela sua repetição, aperfeiçoa e desenvolve
os órgãos, sistemas e aparelhos.
 "A função cria o órgão"
Lamarck

MARIA ELISABETE
A História da Educação Física relaciona-se com todas as ciências que estudam o passado e o presente das atividades humanas e a sua evolução. O homem, condicionado à situações de ser pensante, desempenhou, em todas as etapas da vida, um papel importante na história da educação física, a qual se propõe a investigar a origem e o desenvolvimento progressivo de suas atividades físicas, através dos tempos bem como a sua importância.

Retornando aos primórdios da humanidade, podemos dizer que o homem dependia de sua força, velocidade e resistência para sobreviver, deslocava-se de um lugar para outro em busca de alimentos, percorrendo grandes distâncias ao longo das quais lutava, corria e saltava, ou seja era um ser extremamente ativo fisicamente. Assim, o homem à luz da ciência executa os seus movimentos corporais mais básicos e naturais desde que se colocou de pé…corre, salta, arremessa, trepa, empurra, puxa...

O homem pré-histórico, na primeira fase de seu primitivismo, tinha a sua vida quotidiana pontuada, principalmente, por duas grandes preocupações – atacar e defender. Era mais músculo do que cérebro. Realizava todo um conjunto de exercícios naturais, praticando uma verdadeira educação física espontânea e ocasional. Pela repetição contínua desses exercícios, na luta pela sobrevivência, aperfeiçoava as funções educando-as gradativa e inconscientemente.

A transmissão de geração em geração de uma série de práticas utilitárias, que, observadas e imitadas possibilitaram-lhe, vivendo em meio hostil, melhor apurar os seus sentidos, força, destreza, capacidade física e habilidades.

Posteriormente, iniciou-se um processo de sedentarização, quando o homem começou a dominar técnicas rudimentares de agricultura e domesticação de animais. Em qualquer desses momentos, foi necessário o aperfeiçoamento das habilidades físicas para a otimização de gestos e a construção de ferramentas que possibilitassem maior sucesso nas práticas de sobrevivência.

À medida que o homem entra num estágio definitivo de sedentarização, o seu espaço ocioso aumenta, levando ao aparecimento de uma conceção desportiva, para as atividades que, até então, eram praticadas apenas por razões utilitárias, guerreiras ou ritualísticas.

Na antiga Grécia, a atividade física era desenvolvida na forma de ginástica que significava “a arte do corpo nu”. Estas atividades eram desenvolvidas com fins bélicos, preparando o homem para as guerras e lutas.

Atualmente, atividade física pode ser entendida como qualquer movimento corporal, produzido pela musculatura esquelética, que resulta em gasto energético, tendo componentes e determinantes de ordem biopsicossocial, cultural e comportamental, podendo ser exemplificada por jogos, lutas, danças, desporto, exercícios físicos, atividades laborais e outros.

A atividade física escolar na forma de jogos, danças e ginástica surge na Europa no início do século XIX. A partir daí, surgem diversos métodos de exercícios físicos, uns inseridos em programas de educação nas escolas outros alicerçados em bases médicas, procurando formar o indivíduo “saudável” com uma boa postura e aparência física.

As escolas, sistemas e movimentos evoluíram e avançaram para a educação física do século XXI, que tem como principal característica a sua consolidada inclusão no programa educativo de todo o mundo, enquanto elemento fundamental de uma educação integral, porque, a educação física «é, antes de mais, educação».

Assim, a educação física do novo milênio colabora na formação de uma pessoa íntegra, procura o seu desenvolvimento psicomotor e fomenta a qualidade de vida através do exercício físico e do desporto; prepara o ser humano para as exigências que a sociedade lhe apresenta e desenvolve a sua criatividade e personalidade. Graças à educação física atual, as atividades físico-desportivas irão tornar-se, em companheiras inseparáveis no decorrer de toda a vida.

DEUS DÁ A VIDA E É DEUS QUE A TIRA

RITA TEIXEIRA
Acredito que Deus tem o destino traçado para cada um de nós. Todavia acredito que ele está ao lado da investigação científica e, consequentemente, apoiando a medicina.

A vinda de um bebé ao mundo é uma benção de Deus, para os pais ansiosos por um rebento, fruto do amor que os uniu. Entretanto, outros casais vivem na expetativa de alargarem as suas famílias. 

Infelizmente, não são contemplados com essa dádiva de Deus. Como fazer? Recorrer à medicina, claro! O mesmo aconteceu comigo. Não fora a medicina, eu nunca conheceria o dom da maternidade. É um processo longo, cansativo, árduo e muitos desistem do seu sonho. Alguns casais sentiram o amor grandioso, abnegado, eterno, graças à inseminação artificial, fruto da investigação científica. Deus dá a vida, mas a medicina também a dá. 

Não sou a favor do aborto, mas quando a grávida corre graves riscos de vida ou foram detetadas muitas graves más deformações aos fetos, estou plenamente de acordo em que se recorra à medicina, para tirar a vida a estes fetos. 

No que se refere à morte medicamente assistida, estou plenamente de acordo. Continua a ser uma polémica a sua legalização por parte dos deputados da assembleia da república. Ponham-se na minha situação.

Sofro de uma doença rara e fatal. É mais conhecida pela sigla. E. L. A.. Que significa Esclerose Lateral Amiotrófica. 

Com o decorrer do tempo, todo o meu corpo irá-se atrofiando, enquanto o cérebro funcionará a cem por cento. Tudo se desmorona à nossa volta. Sonhamos com um final de vida, com a concretização de pequenos desejos, mas a vida torna se uma prisão. Ansiamos por um final de vida recheado de afetividade, mas ergue se um muro invisível que apenas eu vejo quem passa do outro lado. Esperamos rever amigos que marcaram pegadas na passagem pela nossa vida, mas evaporaram-se, mostrando que eu fui somente um peão nas suas caminhadas. 

Como posso ficar ligada a máquinas, sabendo que estarei consciente o tempo todo? Como poderei estar ligada às máquinas, pressentindo a presença dos entes mais queridos? Como poderei estar ligada às máquinas, apenas vegetando e não vivendo? Não estaei à espera de uma recuperação ou de um milagre, estarei à espera da morte cerebral. Não viverei, apenas sobreviverei. 

Quantos cortes no orçamento da saúde! 

Quantas cirurgias adiadas por falta de verbas! Quanta falta de médicos e enfermeiros nos centros de saúde, espalhados por Portugal. 

Quanto dinheiro gasto naqueles que já não vivem, simplesmente sobrevivem!

“NÃO GOSTO DA COR DOS MEUS DENTES”… “SERÁ QUE HÁ SOLUÇÃO?”

INÊS MAGALHÃES
Ter uns dentes imaculadamente brancos é o sonho de qualquer pessoa. No entanto, nem sempre é fácil exibir a dentição perfeita das estrelas de Hollywood ou das manequins que aparecem nas revistas. A boa notícia é que existem soluções acessíveis que lhe possibilitam ter um sorriso de que se orgulhe. O branqueamento dentário é um tratamento seguro, desde que realizado por um profissional de saúde oral.

Numa consulta prévia, o médico dentista tem de examinar a boca e assegurar que está em condições de avançar com o tratamento. É necessário observar a existência de pigmentos externos ou tártaro que podem ser removidos apenas com uma simples destartarização, seguida de um jato de bicarbonato de sódio. No caso de existirem cáries e gengivites, o branqueamento deverá ser feito somente após o tratamento destas doenças.

É necessária uma avaliação rigorosa da pigmentação, sobretudo se esta foi provocada por medicamentos (tetraciclinas), alimentação ou alguma má formação dos tecidos dentários, para decidir a técnica mais adequada para cada pessoa. A forma mais eficaz de branquear os dentes é aquela realizada nos consultórios médicos dentários, onde é aplicado primeiro um gel de proteção gengival e, a seguir produtos à base de perborato de carbamida ou hidrogénio, que são ativados por uma fonte luminosa que pode ser de led ou laser. Este tratamento está contraindicado a pessoas alérgicas a algum dos medicamentos que compõem o gel aplicado na superfície dos dentes.

Outra possibilidade é realizar o tratamento em casa, recorrendo-se a uma moldeira para ser utilizada durante a noite. A moldeira e o gel devem ser adquiridos no consultório. A moldeira é preenchida com uma pequena quantidade de gel que atua durante as horas de sono. Neste caso, o tratamento pode durar algumas semanas até se conseguir obter o resultado esperado.

No caso de existirem restaurações extensas nos dentes anteriores ou coroas, há que ter atenção especial, já que o branqueamento é exclusivamente feito sobre a parte do dente natural e não atua sobre as restaurações nem sobre as coroas. Muitas vezes, torna-se necessário a substituição destes tratamentos porque o resultado do branqueamento acentua a diferença de cores, dando mais destaque às diferenças.

Há situações em que um dente, depois de desvitalizado, ou que tenha sofrido um trauma (queda), fica mais escuro que os outros. Nestes casos, é feito um branqueamento interno sem danificar a estrutura do dente.

O número de consultas para atingir o objetivo pretendido varia de acordo com a resposta ao tratamento, bem como da coloração prévia existente.

Alguns dias antes de ser realizado o branqueamento, deve ser feita uma limpeza dos dentes, com a remoção do tártaro e dos pigmentos que ficam colados à placa bacteriana. Uma correta higiene dentária é fundamental, quer antes quer depois do tratamento. São de evitar, nesta fase, alimentos que contenham uma elevada concentração de pigmentos (café, vinho tinto, entre outros) e não se deve fumar.

O branqueamento dentário poderá levar a um aumento da sensibilidade dentária aos alimentos frios e ácidos, sendo este o principal efeito secundário do branqueamento. Pode durar até algumas semanas, dependendo do tipo de produto aplicado e de uma possível fragilidade do esmalte dos dentes ou exposição das raízes dos mesmos.

A duração do efeito “dentes brancos” depende da higiene oral e de fatores como hábitos alimentares, tabaco, consumo de bebidas com pigmentos como o vinho tinto, café, chá e muitos outros. Há situações em que os dentes mantêm o padrão de cor desejado durante muitos anos e há outras em que, anualmente, há necessidade de um reforço. A orientação do médico dentista é que vai determinar se há, ou não, necessidade de um novo tratamento.

Hoje em dia há uma banalização do branqueamento dentário, tornando-o acessível a mais pessoas. Há publicidade de branqueamentos caseiros e de canetas de branqueamento, não sendo aconselhados por não haver evidências cientificamente comprovadas dos seus resultados. Tudo isto representa um risco porque, em situações que não sejam as indicadas e quando não realizadas por profissionais, utilizando produtos que não sejam cientificamente aprovados, poderão provocar danos irreversíveis nos dentes.