domingo, 16 de julho de 2017

OS JOVENS E O FUTURO PROFISSIONAL

LÚCIA LOURENÇO GONÇALVES
Pois é, à medida que se avançou rumo ao decréscimo do analfabetismo também se acentuou o problema dos jovens no que respeita à escolha da profissão, isto claro também agravado pelos altos níveis de desemprego.

Há uns anos atrás, os que podiam frequentar um curso superior tinham emprego garantido. Agora, além de por vezes ser um entrave (demasiadas habilitações para os cargos oferecidos), já nada pode ser dado como certo. Alias, prova disso é o recurso às caixas dos supermercados serem a constante diária.

Todos os anos por esta altura, dezenas de jovens são “empurrados” para áreas de estudo e cursos superiores apenas pelas melhores saídas profissionais, algo que muitas vezes, lamentavelmente se traduz em péssimos profissionais! Porém a difícil escolha é um facto, a saturação do mercado de trabalho devido ao elevado número de licenciados em determinadas áreas, transforma a escolha do curso a seguir, num enigma e num problema!

Quantos escolhem o curso que dá maior grau de empregabilidade, em prol do que efetivamente gostavam e têm vocação para exercer? 

Para os pais também não é fácil assistir à indefinição dos filhos no que respeita ao futuro, além de que estes jovens precisam muito cedo (no início do ensino secundário) escolher uma área específica e não raras vezes chegam à conclusão que afinal não estão na área certa e há que mudar, o que equivale a anos perdidos. Apesar que podemos ver esta mudança por um outro ângulo, ou seja, pela positiva. Afinal, o jovem a partir dali já adquiriu outra experiência e outra maturidade e mais facilmente se integrará na área para a qual, concluiu, tem maior apetência e estará mais consciente e seguro das suas escolhas.

Nesta fase, o apoio dos pais é fulcral para que cheguem a “bom porto”, mas apenas devemos ficar do seu lado, incondicionalmente, dando a nossa opinião nunca tomando a decisão final. 

Em resumo: na escolha de uma área de estudo ou de um curso superior, há que ver as saídas profissionais, mas também o que mais se adequa a cada um, para que não percam a sua própria essência. O importante é tornarem-se adultos conscientes e conscienciosos dos seus deveres, como profissionais e seres humanos!

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